Domingo, Julho 30, 2006

"Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você..." - Teatro Mágico

Começo a explicar a carta do Júlio.

Conheci o Júlio na escola. Eu tinha apenas 15 anos, e ele 19. Nos tornamos amigos como num passe de mágica. Ele me ensinava muitas coisas sobre o amor - se é que ele o conhecia o suficiente para ensinar alguma coisa - e eu... eu ouvia calada, tudo o que ele tinha a me dizer.

A nossa amizade teria sido perfeita se eu não tivesse me apaixonado. O Júlio era ideal pra mim. Aquele tipo de pessoa que você largaria tudo para estar com ele. Seu único defeito era mudar a todo momento; se gostava de mim agora, amanhã já estava fascinado por outra pessoa qualquer.

Eu tinha medo de gostar dele, porque eu sempre acabava me ferindo.

Uma vez, enquanto conversávamos embriagados ele confessou que já tinha gostado de mim; e eu confessei também. Foi como uma explosão de sentimentos; nunca senti algo parecido.... toda a minha felicidade estava concentrada ali, naquele momento. Nos beijamos e eu admito nunca ter sentido algo tão bom. Eu estava completa.

No dia seguinte quando fui atrás dele, foi como se nunca tivesse acontecido nada. Pelo contrário, ele passou a me evitar porque gostava de outra menina. O meu mundo desabou naquele instante. Eu passei mal e comecei a chorar. Naquele momento, eu tomei uma decisão: a partir de então, eu nunca mais me apaixonaria! E deu certo....

... depois daquele dia eu não me importei mas se gostavam ou não de mim. Eu comecei a beber, a fumar, a ficar com um monte de garotos para esquecer aquele que me destruiu. E consegui.... apesar das queixas que eu não me importo com o sentimento de ninguém, apesar das insistências para que eu não colocasse um ponto final em tudo, apesar dos corações partidos; eu aprendi a esquecê-lo fazendo com os outros aquilo que ele fez comigo.

Daquele dia em diante eu aprendi a não amar ninguém que não fosse eu mesma. Sempre passo por rápidas paixões, mas nada tão intenso do que foi com ele.

E hoje... hoje eu tenho medo de encontrá-lo novamente. Medo de me ferir denovo. De não resistir ao amor que eu sinto por ele. Ele fez com que eu vivesse uma eterna vingaça de uma ferida que não cicatrizou. Sem dúvida alguma, ele é responsável por eu ser assim.

Melissa L.

6 Comments:

At 9:18 PM, Anonymous GuiCury said...

Largue a pedra!

 
At 12:23 PM, Anonymous Thalli said...

Oq dizer cara Melissa... Simplesmente se o coração q dizemos ser o responsavel pelos sentimentos fosse algo fisico, como o "órgão coração", seria fácil de entender...
Mas sentimentos ñ são físicos... É tão dificil falar deles como entende-los... Ñ sei vc, mas o unico sentimento claramente definido em mim é o "Ñ querer", "ñ gostar"... só posso dizer de qm ñ gosto... De qm odeio... Se ñ quero algo...
...
O resto... bem o resto fica preso e confuso... sem solução e sem definição... Como uma arte abstrata...

...

Ñ tente me entender... Tbm ñ tentarei te entender... Isso sim é perda de tempo... Posso ser solidária, mas é impossível q compreendamos oq uma ou outra sentimos...

É isso... foi só um desabafo (me sinto segura em te dizer isso)

 
At 10:36 AM, Anonymous TaThi said...

será que ainda dá tempo de salva-la?
é... essa pergunta ficou no ar...

 
At 3:13 PM, Anonymous Guga said...

"Ele é responsável por eu ser assim."

Não, Melissa! Você é a responsável! Ninguém mais, nem ele nem seus amigos nem seus pais nem quem quer que seja! Claro que é difícil reconhecer isso - eu mesmo demorei pra reconhecer, e ainda assim não aprendi. Mas cada pessoa responde por seus atos e seus sentimentos, deve compreender e aceitar os erros e acertos do coração, do cérebro e do espírito.

Apesar disso, por todo o resto do texto... parabéns! Pela honestidade e coragem ao se expressar. Quero ser assim quando crescer! :)

"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro."

 
At 6:34 PM, Anonymous Renato said...

caramba que pasado hein!!!

mas eu penso que , temos que encarar novas aventuras e viver o novo,o passado nos da um aliçao , ams nao acho qeu devemos usa -la como um objito eou como um modo de vida , e sim como um aprendizado!!

tem que ser bola pra frente , ver coisas novas e aprender novas licoes,quebrar um poco a cara as vezes , porem nao se arrependeu de nao ter tenatado!!

milissa levante e continue ,nao viva pensando no que aconteceu, bola pra frente e outra emoçoes!!

te adoro muuuuuuuuuito

bjus

 
At 5:30 PM, Anonymous Bru said...

Ô.o

será q eu entendi d qm vc tah falando!?

ôÔ

Poxa poxa poxa... texto bemmmmm legal! e eolha, vc anda falando bastante d vc hein Melissa... qm diria?! ... rsss

saudades

 

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